terça-feira, 7 de julho de 2026

Dallas não é Aljubarrota

Não lembra a ninguém ir disputar a batalha de Aljubarrota em Dallas. É a mania de que somos modernos. Se é para derrotar Espanha, o jogo deve ser marcado para Aljubarrota, ali mesmo ao lado da Batalha. Se a coisa não estiver a correr bem, Fátima não é muito longe. Não se compreende como a Federação Portuguesa de Futebol não pediu os bons serviços do presidente norte-americano. Uma palavra dele e o jogo disputava-se mesmo em Portugal. Falta de organização de um país da Europa do Sul. Fomos derrotados, a ala dos namorados falhou e a dos casados, em primeiras e segundas núpcias, não fez melhor. Também não lembra ao diabo ter por condestável das nossas tropas um castelhano. É simpático, um tipo bestial para ir picar ao entardecer, mas de guerras parece não perceber nada. Não sabe quem foi Nuno Álvares Pereira e muito menos D. João I. Quase que estou triste, mas não completamente. A única coisa que temo é que, um dia destes, com o desvario que anda pelo mundo, os castelhanos se lembrem de entrar por aqui a dentro e reivindicar a coroa de Portugal, da qual foram despojados quase, quase há quatrocentos anos. Sempre podemos dizer que somos uma República e um castelhano não se pode candidatar à Presidência. Talvez isto não seja argumento para um castelhano monárquico, como ontem, nessa malfadada Dallas, o nosso jogo de passa para o lado e passa para trás não foi argumento. Aliás, nada foi argumento. Os portugueses além da matemática têm um problema com a lógica e preferem as falácias aos raciocínios válidos, quero dizer jogar como artistas de circo em vez de meter golos, usando poucas, mas verdadeiras premissas que sustentariam um argumento não apenas válido, mas também sólido e mesmo cogente. Só contra o Usbequistão é que Portugal apresentou argumentos cogentes, nos outros jogos foram válidos, mas não convenceram ninguém e contra a Espanha, nem cogente, nem sólido, nem válido foi o argumento. Um problema de lógica aliado à falta de organização da nossa Federação que, como se disse acima, permitiu que o jogo se jogasse em Dallas e não em Aljubarrota. Continuarei como adepto atento desde Mundial, mas ainda não tenho selecção preferida. Nada de precipitações.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.